“Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30)
Eis que chega o dia solene.
Um dia para um coração que sangra até além da morte.
Um coração que sobrevive à própria morte
para imortalizar um amor único e universal.
Um dia para um coração que eleva ao sobrenatural uma ferida de amor.
Que clama dos céus por um olhar de ternura dos que tanto ama.
Eis que se oferece a Ele um dia.
e nem se oferece plenamente,
apenas se oferece...
Elevado ao infinito, ao inalcançável,
leva consigo o mortal, o frágil e delicado mortal.
E de lá, do inalcançável e infinito,
derrama a preciosa seiva sobre os amados.
Sem ser lembrado no seu dia,
por certo se lembra e se volve cheio de amor.
Amor traduzido em sangue, em chaga, em dor.
E desta chaga imortalizada, a perfeição se revela
e se traduz em consolo, aconchego, amor.
E os amados, mortais e frágeis como eu,
se aconchegam, a exemplo de João, em seu peito
sobre o lado eternamente ferido e sangrando,
para encontrar o consolo e o descanço
em sua longa caminhada rumo ao amor imortal.